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| Analgesia relativa por óxido-nitroso/oxigênio |
Analgesia
Relativa por Óxido-Nitroso/Oxigênio
João
Roberto Ferreira da Rosa
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O
que é a Analgesia Relativa por óxido
nitroso/oxigênio?
É
uma técnica destinada a diminuir o medo
e a ansiedade do paciente frente ao tratamento
odontológico. A analgesia relativa é
administrada através de uma mascara nasal
desenvolvida para a odontologia e utiliza o
gás oxido nitroso (N2O) em conjunto com
oxigênio provocando leve e estável
sedação no paciente. O N2O é
utilizado sempre em proporção
menor que o oxigênio, em dosagens pré
determinadas, mantendo-se o paciente em estado
de analgesia relativa, acordado, e tranqüilo,
conversando normalmente com o profissional,
tornando-se cooperativo durante o tratamento. |
A
analgesia relativa é utilizada em outros
paises?
A
analgesia relativa por oxido nitroso/oxigênio
é uma técnica desenvolvida para
a Odontologia e consagrada internacionalmente,
sendo muito utilizada na Europa (França,
Noruega, Escandinávia, Suíça)
e EUA, inclusive regulamentada para uso odontológico
pela A.D.A. como uso rotineiro na odontologia
americana. Segundo a Academia Americana de Odontopediatria
aproximadamente 90% dos consultórios
de odonto-pediatria utilizam a analgesia relativa
rotineiramente e grande numero de consultórios
americanos para atendimento ao jovem e adulto
também. Outro país que aderiu
a analgesia relativa e o Japão, que segundo
Hoshiya em publicação de 1.989
(Anesth. Prog, n.36) a analgesia relativa esta
se popularizando entre os dentistas Japoneses
devido a sua simplicidade e segurança
na utilização.
Há
uma vasta literatura cientifica atestando a
seguranca da técnica, para utilização
em consultório odontológico sob
supervisão de cirurgião dentista
devidamente capacitado, inclusive , Roberts
G. J. em publicação no Dental
Update de Junho de 1.990 afirma que a Sedação
Consciente por inalação apresenta
importantes níveis de segurança.
Em revista de literatura de 45 anos de utilização
por N2O em conjunto com oxigênio não
existe nenhuma ocorrência de problemas
sérios ou óbito durante utilização.
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Analgesia
relativa é técnica de anestesia
geral?
Definitivamente
não. Nas proporções que
o N2O é administrado com o oxigênio
e impossível aprofundar-se a ação
analgesiante. Isto e comprovado por inúmeras
publicações e vasta experiência
clinica, com a de Henning, que administrou 3
milhões de analgesias num período
de 15 anos na Dinamarca, ou Amian, que utilizou
a analgesia em 50.000 criancas na proporção
de 60% de N2O para 40% de oxigênio, mostrando
que a técnica e segura desde que utilizada
com critério.
Equipamentos
utilizados:
Os
misturadores de gases, construidos especificamente
para a analgesia, possuem válvulas de
segurança, inclusive com alarme sonoro
que impedem que o N2O seja administrado em dosagem
inadequada, ou seja, em maior quantidade que
o oxigênio.
Aliado
a este fator de segurança e recomendável
que se utilize Oximetro de Pulso, aparelho que
mede a saturação do oxigênio
no sangue e mostra, durante a analgesia que
o paciente esta distante da possibilidade de
aprofundamente da sedação.
Como
paciente se sente durante e depois da analgesia:
Os relatos dos pacientes adultos são
coincidentes, todos reportam não se importar
com o tempo, não ficando na expectativa
da dor; durante a anestesia local; uso de canetas
de alta e baixa rotação. São
freqüentes os testemunhos de que a imagem
da Odontologia mudou para eles, sendo vários
os testemunhos de pacientes fóbicos dizendo:
"Agora tenho prazer de ir ao dentista pois
não fico na expectativa da dor".
Termina-se
a Sedacao por analgesia relativa administrando-se
somente oxigênio durante 3 a 5 minutos,
em que o N2O é eliminado dos pulmões
e da corrente sanguinea e o paciente pode se
retirar, com todos os seus reflexos normais
restaurados. Uma das grandes vantagens da analgesia
relativa é a rápida reversibilidade
da ação analgesiante, ao contrario
de medicamentos ansiolíticos, que tem
ação prolongada.
Regulamentação
da técnica:
E
necessário que a técnica de analgesia
relativa por oxido-nitroso/oxigênio seja
normatizada no Brasil para fins de ensino e
utilização em larga escala pela
classe Odontológica Brasileira. Para
ser normatizada é necessário que
ela se torne conhecida, com suas vantagens e
limitações devidamente esclarecidas.
fonte:
Jornal Odonto Lapa (APCD); Julho de 2001, nº
2, ano 01.
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